Por Gustavo Gomez Bublitz – Vice Presidente Chapter Santa Catarina do CBEXs, Palestrante, Professor de MBAs, Executivo de Saúde e entusiasta da transformação na saúde. Como executivo da saúde, me deparo com uma realidade de sobrecarga de trabalho onde, de um lado as atividades rotineiras me demandam muita energia e, do outro, o mercado da saúde me exige respostas, fluindo em rápida transformação… eu tenho que me adaptar, agir neste cenário e isso faz parte de minhas atividades diárias. E das suas? Temos algo em comum? Os executivos da saúde, por exemplo, em um hospital administram um negócio altamente complexo que envolve a gestão de diversos negócios – hotelaria, farmácia, restaurante, lavanderia, serviços assistenciais, entre outros – ao mesmo tempo; os de uma Operadora de Planos de Saúde são igualmente demandados por clientes, contratos com hospitais, clínicas, consultórios, profissionais de saúde, regulação da assistência, gestão de custos etc e, de uma forma geral, as engrenagens destes negócios devem funcionar com maestria para que o cliente final, o paciente, tenha a assistência oportuna, de qualidade, com entrega de valor e uma experiência incrível. No entanto, há de se cuidar para que a operação destes diversos negócios, o core business (núcleo do negócio ou atividade principal), que demandam muita energia por sinal, não inibam o desenvolvimento e o ambiente de inovação. Importante ressaltar que, junto ao nosso dia-a-dia, estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial e, segundo o Fórum Econômico Mundial, ela tem por alvo o ganho de eficiência a partir dos sistemas cibernéticos. O lema é inovar com o suporte da tecnologia… a famosa “transformação digital”. Entra na caixa de ferramenta dos executivos e seus times assuntos como: robôs, simulações, integrações de sistemas, internet das coisas, cibersegurança, computação em nuvem, impressão 3D, realidade aumentada e big data, etc. Há de se salientar que, na área da saúde, este mundo não é tão distante como possa parecer. Estas tecnologias já fazem parte do nosso dia-a-dia e estão ganhando muita força de forma silenciosa! Klaus Schwab demonstra em seu livro, a 4ª Revolução Industrial, muitas aplicações destas soluções nos mercados e vemos que o mercado de saúde é muito visado nesta transformação, o que exige de seus executivos, a inspiração de seus times para a promoção de mudanças, transformações, inovações. Afinal, vivemos uma revolução! É dentro deste contexto, onde temos que equilibrar a rotina dos negócios e, ao mesmo tempo, participar da transformação deste cenário, onde entra a necessidade de desenvolvimento de um novo mindset, o ambidestro. A ambidestria tem por definição no dicionário Michaelis: “Que ou o que habilmente se serve tanto da mão direita quanto da esquerda”. Lembro-me na escola de meus amigos que eram ambidestros. Eles tinham características incríveis como: – Adaptabilidade em situações difíceis; – Pensavam e agiam rapidamente; – Eram criativo; entre outras. Eu os admirava! E a ambidestria na gestão? Trazendo para o mundo corporativo, o mindset ambidestro substitui a mão direita pelos processos rotineiros ou atividades principais – o core business – e a mão esquerda pelos processos de inovação. Segundo a Consultoria Gartner, na rotina ou no core business: – Reduzimos a variância; – Cumprimos regras e metas; – Maximizamos a produtividade; – Promovemos o alinhamento no time e do time com a organização; e – Evitamos riscos. Já na inovação: – Aumentamos a variância; – Experimentamos coisas novas; – Criamos e validamos hipóteses; – Aceitamos a pressão das incertezas; – Gerenciamos as possibilidades de fracasso (aprender rápido); e – Criamos alternativas de valor e assumimos riscos. Importante ressaltar, contudo, que o executivo em TODAS SUAS AÇÕES deve pensar e agir, com igual ênfase, para manter a operação funcionando a “pleno vapor” e, ao mesmo tempo, gerar inovação. Podemos ter a falsa impressão de que devemos somente inovar! Mas lembre-se: “É a operação que dá sustentação para o processo de inovação. A palavra de ordem é equilíbrio, ou seja, o executivo da saúde deve equilibrar a rotina com a inovação e promover no seu time uma gestão questionadora, respondendo no seu cotidiano a perguntas como: A execução dos processos utilizados atualmente é a mais eficaz? A minha prestação de serviços de saúde gera valor para meu cliente? Como posso transformá-los? Como as tecnologias cibernéticas podem me ajudar a promover uma mudança eficiente? É preciso gerar eficiência na saúde! É uma armadilha o mindset da rotina, ou da operação pura, sem o frescor do novo que reverta em benefícios para todos. Concluindo, percebo que como executivo da saúde, no cenário em que vivemos, é preciso se REINVENTAR O TEMPO TODO! Temos um CAMPO VASTO PARA APRIMORARMOS OS NEGÓCIOS EM SAÚDE, que é um MERCADO GIGANTE e que CRESCE ACIMA DA MÉDIA DOS OUTROS MERCADOS. E esta reinvenção acontece por intermédio das PESSOAS. A formação e atuação das lideranças com o MINDSET AMBIDESTRO é um grande DIFERENCIAL, FATOR PRIMORDIAL para encararmos esta TRANSFORMAÇÃO, ou melhor, REVOLUÇÃO que vivemos. Você possui o mindset ambidestro?
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